Nem sei quantos blogs já comecei. Sempre desisto no meio do caminho. Esse meu primeiro texto mesmo está sendo um parto. É a terceira vez que eu o escrevo, e quando estou quase terminando, ele simplesmente desaperece.
Mas calma: vai dar certo! Eu sempre digo que gosto de problemas grandes, porque os pequenos e comesinhos me tiram do sério. E esse está ficando bem grandinho!!! (se não conseguir dessa vez, mais um blog meu vai morrer antes de nascer).
Se bem que seria um desperdício! Adorei esse nome "Viagens de Penélope"!!! Primeiro, porque sou fã da Penélope. Não a Penélope Charmosa, da Corrida Maluca. Aliás, ela é fofa, eu adoro rosa, sou meio fresquete, e assim como ela, não dispenso um salto alto. Mas não foi ela a minha inspiração, e sim a Penélope da mitologia grega, a esposa de Ulisses, que criou vários ardis para não ser obrigada a se casar com outro, e esperar seu amado voltar de Tróia são e salvo.
Eu a admiro pela inteligência, persistência e obstinação. E por ela ter tido a perspicácia e a intuição de que, no final, tudo daria certo, mesmo quando todos os acontecimentos pareciam conspirar contra ela.
E "viagens", "porque viajar é preciso"!!! Viagens de espírito, de corpo, de alma. Fico imaginando o que passava na cabeça de Penélope enquanto ela tecia copiosamente aquela colcha durante todo o dia, e à noite furtivamente desfazia todo o seu trabalho. Quanta obstinação a guiou!! No fundo, ela sabia que precisava apenas de ganhar tempo até que Ulisses pudesse voltar para os seus braços.
E a vida é mais ou menos assim: quantas colchas temos que tecer e desmanchar até que ganhemos tempo para que as coisas que queremos aconteçam no exato momento que devem acontecer? Somos guiados por uma intuição e todos acontecimentos, até os mais desastrosos, fazem parte dessa "colcha" que tecemos?
Quem é que sabe... A verdade é que não dá para parar. Fazer e desfazer, errar e acertar, tudo isso parece fazer parte desse show...
Acho que agora, finalmente, vou conseguir publicar esse post.
Até a próxima viagem!!!
Fabi